Boêmia, Palco do Amor e da Guerra

Boêmia, Palco do Amor e da Guerra
Em meio a guerra religiosa do século XVII, um jovem casal de apaixonados vivem o sonho de um amor impossível. Ela protestante, ele católico! Conseguirão viver este amor? Boêmia, palco do amor e da guerra é um romance extremamente dinâmico, que fará você sorrir e chorar! nele, os paralelos estão lançados: Espiritual e físico, lealdade e traição, verdade e mentira, vida e morte, e principalmente, o amor e a guerra!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Rouxivita [Rouxinol + levita]


Por: David Nepomuceno


Um ergue sua clausura,
Olhos lhe cortam o coração,
Pegamos você, é nosso então!
Mas... Por que não canta o rouxinol?

Do seu povo a saudade ficou,
De dias que o passado levou,
Onde amigos eram amigos,
Juntos cantavam os rouxinóis!

Naquele fatídico dia,
Onde bicos a gorjear,
Diziam ao rouxinol:
Não pode tu cantar!

Bicos e assas lhes apontar,
Donos da verdade e do saber,
A magnitude do plebiscito decide:
Não pode tu cantar!

Contemplava todos então,
Olhava de par em par,
A sentença era a mesma:
Não pode tu cantar!

Apertaram-lhe o coração,
Seu diafragma imóvel ficou,
No pulmão, o ar não se sentiu.
Não pôde o rouxinol cantar!

Socorro intentou pedir,
A voz aleivosa não saia,
No coração a morte dizia:
Não pode tu cantar!

Ao pensar no seu delito,
Triste ficou ao lembrar,
Que o seu único pecado,
Foi cantar, cantar sem parar!

Oh Deus! Por que me deste,
O perfeito louvor,
Se o meu canto assombro produz?
Diga-me coração: por que cantar então?

Rasgou o finito de beleza sem fim,
Viu a divisão do céu e mar,
Viu as palmeiras e os sabiás,
Que cantadas foram, por belos poetas,
A intensa dor, porém, não lhe permitia cantar!

Seus algozes agora gritam:
Cante, cante sem parar!
Os gritos sugaram-lhe a alma.
No ato extremo ainda pergunta: por quê?
Não cantara jamais o rouxinol!

Rouxinóis de hoje, ontem e do porvir,
Por que criar? Por que adornar de títulos?
Um exército infame, cujo ato,
De austeridade é levar ao golgota,
Seus mais lindos e puros rouxivitas!

Um comentário:

  1. O poema Rouxivita foi criado em apenas dez minutos, logo após eu presenciar uma reunião do ministério de louvor com os presbíteros de minha antiga igreja. Naquela triste manhã de domingo, humilharam profundamente uma grande levita do Senhor! Foi pensando nas consequências daquela reunião que Rouxivita nasceu! Que sirva ao menos para nossa reflexão acerca de como temos tratado aquilo que Deus chama de: menina dos seus olhos!

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